Há muito, muito tempo atrás escrevi um trabalho sobre a fé protestante no Brasil. Achei de bom grado compartilha-lo no blog, caso alguém tenha o interesse de saber como a mesma se estabeleceu no Brasil. O opusculo contém cerca de 25 páginas e é uma boa introdução para quem quiser conhecer a história da fé protestante no Brasil.
O mesmo está em formato pdf disponível no link abaixo:
Assisti um filme sensacional num avião a 10.000 metros de altitude num voo entre Lisboa e Brasília. O filme foi "O Homem do Futuro" com o ator Wagner Moura. Ri muito e refleti muito, relembrei minhas lições de Física, Teoria da Relatividade, Física Quântica, a questão do paradoxo temporal numa viagem no tempo fazendo surgir uma realidade paralela onde outros eventos históricos se sucedem. Isso certamente acabaria com a minha profissão de historiador, porque o passado estaria sempre se arranjando e de repente não seria Colombo a descobrir a América, mas o chinês Shing Lee, enfim...
Mas não é está a questão que eu gostaria de abordar, mas a frase moto do filme que é "o amor faz parte da equação geral do universo". Isso me saltou aos olhos, pois de fato é o fato de sermos ou não amados que nos faz realizar o que realizamos. A frase ficou redundante, né?! Mas, continuando... a possibilidade de o amor ser uma componente da equação geral do Universo me é muito sugestiva, já que os físicos quânticos afirmam ser a consciência uma componente do Universo, ou nas palavras do físico norte-americano Wheeler: "Não somos observadores no Universo, somos participadores. Sem consciência, o mundo não existe! O Universo gera a consciência e a consciência dá significado ao Universo". E por que não colocar também o amor???
Que Universo vazio e sem vida seria este se não houvesse o amor, um Universo de estrelas, matérias e partículas, mas frio e indiferente. Mas não me refiro ao amor sexuado transmitido pelas mídias, mas o amor que tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta, o amor que é paciente, que é bondoso, que não maltrata, que não procura seus interesses, não se ira, não guarda rancor. Este amor sim dá significado ao Universo.
“Nossa enorme economia produtiva
exige que façamos do consumo a nossa forma de vida, que convertamos a compra e
uso de bens em rituais, que busquemos nossa satisfação espiritual, nossa
satisfação do ego, no consumo... Nós precisamos que as coisas sejam consumidas,
destruídas, substituídas e descartadas a um ritmo cada vez maior”.
Victor Lebow
Economista e Analista de vendas,
consultor do
governo norte-americano em meados
dos anos 1950
O Consumismo é mais que uma ideologia capitalista, é uma forma satânica de levar a vida. É culto e adoração à Mamom (riqueza), é buscar a satisfação espiritual nas coisas materiais. Obviamente alguém está lucrando com isso e não somos nós que trabalhamos feitos loucos, corremos atrás dos dinheiro para termos coisas que logo estragarão e nos deixarão na mão. Esquecemos da família, dos amigos, de nós mesmos, só para termos as coisas, esperando que ao obtê-las tenhamos a felicidade. Felicidade esta que dura até ao próximo lançamento, até aquilo que adquirimos estragar.
quarta-feira, 7 de agosto de 2013
FEMISMO E A MANIPULAÇÃO PARA A FORMAÇÃO DE UMA NOVA
SOCIEDADE
A nova
conjuntura no ocidente aponta para o FEMISMO. O femismo é a doutrina que
defende a supremacia do sexo feminino, que considera o sexo masculino inferior.
Para o femismo, a libertação da mulher só virá quando a mulher inverter a
lógica do patriarcado, construindo uma espécie de sociedade matriarcal, aonde
as mulheres detenham o poder. Esse pensamento começou a tomar forma, após a queda
do regime comunista no mundo. Tendo o capitalismo se tornado hegemônico, sem
nenhum sistema para contrapô-lo, só restava então ao mesmo dominar o mundo.
Porém, um entrave surgiu no horizonte: as sociedades tradicionais, com seus
valores firmados no bem estar do grupo e num modelo conservador de sociedade. O
que caracteriza as sociedades tradicionais é, além dos costumes e valores, o
seu sistema patriarcal, ou seja, baseado na figura masculina. Característica
essa das sociedades indianas, africanas e muçulmanas. Sociedades tradicionais
atrapalham a proliferação do capitalismo, dificultam a criação das propriedades
privadas; os produtos consumidos são somente para a subsistência; tem uma
relação mais íntima e respeitosa com a terra que atrapalha a agroindústria que
visa o abastecimento do mercado.
Como
alternativa foi proposto por organismos internacionais que o poder fosse
compartilhado, dividido com as mulheres, já que cerca de metade da população
mundial é do sexo feminino. Dados de meados da década de 1990 mostravam que os
homens ocupavam cerca de 80% dos cargos de liderança. Nada mais justo do que
compartilhar esse poder com as mulheres. Isso é pelo que o movimento feminista
sempre lutou a igualdade entre os sexos. O feminismo não deve ser confundido
com o femismo. Também por volta dessa década um novo discurso se fez ouvir, o
de que as mulheres deviam tomar o poder e construir uma nova sociedade, uma
sociedade baseada no poder feminino, uma sociedade “matriarcal”.
O sistema
capitalista viu nas mulheres um excelente meio para propagar os seus ideais. Já
foi comprovado que as mulheres são muito mais competitivas. Também são muito
mais consumistas. As Organizações Rockefeller e a Fundação FORD são
patrocinadoras do movimento feminista nos Estados Unidos e em várias partes do
mundo. Por que essas fundações ligadas a grandes empresas teriam interesse na
agenda feminista? A não ser...
As mulheres entre serem mães preferem
investir em suas carreiras, a taxa de fertilidade nos países europeus gira em
torno de 1,8 filhos por casais. Isto está gerando um desequilíbrio, nesses países
o sistema previdenciário está em colapso, pois não há uma nova geração para
repor os trabalhadores que se aposentam.
O fio condutor desse matiz nos levará a uma
sociedade, como a proposta por Aldous Huxley em seu livro “Admirável Mundo
Novo”, onde os seres humanos serão fabricados em úteros artificiais para
atender as demandas das grandes corporações. E como bem vaticinou C S Lewis
será a abolição (anulação) do homem (e da mulher também).
quinta-feira, 16 de maio de 2013
A BÍBLIA POLITICAMENTE CORRETA
Eraldo Luis Pagani Gasparini
Há algum tempo ministrei uma aula
sobre a “Bíblia politicamente correta” e achei por bem expressar a minha
opinião sobre o assunto. Darei o meu parecer como historiador nesse caso, pois
não sou teólogo.
A primeira coisa que devemos
entender é que o termo “Politicamente Correto” surgiu em meados da década de 70
e 80 do século XX no Ocidente, ou seja, Europa e Estados Unidos da América. Este
termo está relacionado aos movimentos sociais que buscavam combater a
discriminação quer de raça, gênero ou orientação sexual. Isso é importante
frisar, pois até então a Bíblia era considerado um livro sagrado pertencente a
humanidade, bem como uma fonte histórica. Contudo na evolução desse movimento
entendeu-se que a Bíblia era à base de muitas discriminações, principalmente de
sexo. E partindo desse pressuposto começaram a combater tais citações,
aparentemente, “politicamente incorretas” na Bíblia. Esse movimento tendo
alcançado as instituições teológicas, principalmente na Europa e Estados Unidos
começaram a produzir aquilo que foi denominado como “Bíblia politicamente
correta”, com a alteração dos textos em que se havia a supremacia do sexo
masculino ou de teor racista.
A Bíblia pode ser considerada um
livro sagrado, mas também é uma fonte histórica, colocar uma tradução que se
adapte ao mundo contemporâneo é um anacronismo. É como alterar a Odisseia de
Homero ou Otelo de Willian Shakespeare. Esses livros contêm muitas passagens
que podem ser consideradas politicamente incorretas. Todavia como fonte
histórica demonstram a cultura, os medos, os anseios, os costumes, os valores,
os ideais de uma parcela da humanidade em determinada época. Negar ou alterar
isso é desconstruir o presente, passar que o que somos agora sempre fomos no
passado, é negar as lutas de centenas de pessoas que passaram pela história
para chegar onde chegamos.
A Bíblia é o que é, se uma pessoa
quer seguir os ensinos contidos nela é uma opção desta pessoa. Alterar o
conteúdo da Bíblia é uma ingerência de uma minoria intelectual sobre algo que
não lhe diz respeito. O que se quer na verdade é construir uma nova realidade,
uma nova sociedade pela manipulação de suas instituições, tradições e herança
cultural. Se querem abandonar o Cristianismo que o abandonem, mas não o transformem
naquilo que ele não é.