terça-feira, 4 de janeiro de 2022

A FALÁCIA DA CIÊNCIA


Aqueles que acreditam que a ciência trará paz e prosperidade a humanidade, acreditam numa falácia. Quando eu era jovem, uma pesquisa científica chefiada pelo astrofísico Carl Sagan apresentou um relatório do que aconteceria ao mundo caso houvesse uma guerra nuclear entre as superpotências Estados Unidos da América e União Soviética. Esse relatório produziu um filme chamado “The Day After” (tradução: O Dia Seguinte) em 1983.
Esse relatório, feito em 1981, mostrava que se houvesse uma guerra nuclear, as explosões nucleares destruiriam a população do hemisfério norte, mas que do vapor nuclear nasceriam nuvens radioativas que encobririam o planeta todo causando um inverno nuclear. Esse inverno nuclear duraria cerca de um ano, após o qual o planeta teria a sua superfície queimada pela radiação solar ultravioleta (já que a camada de ozônio seria destruída nas explosões nucleares), matando todos o seres vivos com exceção das baratas.
E aí a grande pergunta reverberou:

- Quem criou essas malditas bombas atômicas capazes de destruir o planeta?

Resposta:

- Foram os cientistas!

Nas Histórias em Quadrinhos os grandes vilões são os cientistas malucos: o Dr Silvana é o arqui-inimigo do Capitão Marvel; o gênio Lex Luthor do Superman; Dr Octopus o inimigo do Homem-aranha (aliás o Homem-aranha tem uma lista de supervilões cientistas: Duende Verde; Homem Lagarto; Doutor Destino). Isto porque o senso comum percebeu que os cientistas tinham a capacidade, no mínimo intelectual, para destruir o planeta e isto se refletiu nas produções literárias.
O Prêmio Nobel da Paz foi criado por um cientista arrependido de sua criação: Alfred Nobel o criador do explosivo dinamite. Alfred Nobel, em suas memórias, garantiu que seus planos para sua invenção eram o oposto do que acabaram se tornando. Contudo a dinamite foi largamente usada nas duas guerras mundiais.
O que pretendo demonstrar com isso?
A ciência moderna sempre tem acusado a religião de ser fomentadora da guerra, todavia a ciência também tem a sua parcela de culpa nisso, creio que muito mais que a religião. Quando a bomba atômica foi inventada não havia nenhum padre, nenhum pastor, nenhum bispo ou monge participando. Pelo contrário havia a maior concentração de cientistas, muitos dos quais com prêmios nobel de Física. Os armamentos militares de última geração são criação dos cientistas: os aviões a jato; os tanques de combate; as metralhadoras; os mísseis teleguiados. Muita da eficácia em destruição das armas atuais é devido a pesquisa e o desenvolvimento científico.
Se o mundo hoje corre o perigo de ser destruído é devido mais ao gênio inventivo do homem do que ao seu sentimento religioso.
No livro escrito por Stephen Hawking e sua filha Lucy intitulado George e o Segredo do Universo, o menino George pergunta a um cientista:

- “Por que a Ciência está destruindo o planeta?”

Uma coisa bem interessante de se notar visto que essa pergunta foi formulada pelo cientista Stephen Hawking e sua filha na fala de seu personagem.
Alguns, como o cientista Richard Dawkins, crê que a solução dos problemas humanos está na ciência, que um futuro de paz e prosperidade está unicamente nas ciências, todavia tais homens se esquecem que a destruição também. A poluição é antes de mais nada produto dos avanços tecnológicos e científicos e que, a longo prazo se não for detida, pode causar a extinção dos seres humanos no planeta Terra. Aliás as grandes máquinas poluidoras são criação dos cientistas. O plástico, o grande vilão da poluição dos mares é antes de mais nada uma criação científica, produto da engenharia química.
Os cientistas argumentam que a ciência não é boa, nem ruim depende do uso que os seres humanos fazem dela. E está é a grande questão, porque os seres humanos não são essencialmente bons, a essência humana é ambígua, o bem e o mal estão dentro dela e quando os seres humanos são confrontados a escolher entre o bem a si mesmo e o bem dos outros, ele sempre escolhe o próprio bem. Ele só acolhe o outro quando este compartilha do mesmo interesse. Confiar na instituição da ciência é o mesmo que confiar na instituição eclesiástica, ambas são feitas por homens, ambas erram, ambas estão manietadas com o poder.  Aqueles que creem que somente através da ciência a humanidade poderá evoluir e alcançar a paz e a prosperidade, estão tão equivocados quanto qualquer fanático religioso.

terça-feira, 3 de agosto de 2021

MAGIA NO MEIO EVANGÉLICO

Por definição MAGIA é a arte, ciência ou prática baseada na crença de ser possível influenciar o curso dos acontecimentos e produzir efeitos não naturais, valendo-se da intervenção de seres fantásticos e da manipulação de algum princípio oculto supostamente presente na natureza, seja por meio de fórmulas rituais ou de ações simbólicas (cf. Dicionário online).
Na História das Religiões uma das interpretações entendem a MAGIA como o ato de modificar o natural valendo-se de um poder sobrenatural. Os que seguem tais práticas creem que podem mudar sua realidade invocando forças ocultas ou poderes sobrenaturais.
Quem segue a magia não quer mudar a si mesmo, antes quer mudar as coisas para benefício próprio. Tomemos como exemplo a poção do amor, uma pessoa está apaixonada por outra, mas está não a ama. Então ela faz uma poção do amor e faz a outra pessoa tomar, geralmente sem que está saiba, e então por magia ela se apaixona. Dessa maneira ela alcança o desejado e altera sua realidade. Todavia para a magia acontecer tem que haver uma troca, uma barganha com o sobrenatural. Os poderes sobrenaturais, as forças ocultas, as entidades tem que ser agradadas, por isso se faz necessários os rituais em determinados dias, com determinados objetos e procedimentos; também se incluem nisso os sacrifícios, onde determinados animais são ofertados, conforme o pedido assim deve ser o sacrifício, uma pomba, um galo, um bode, um novilho, um touro até chegar ao supremo sacrifício um ser humano, uma criança, uma donzela ou um guerreiro.
A fé cristã é diferente, ela fala de arrependimento que é “mudança de rumo”, fala de ser “uma nova criatura”, de andar em “novidade de vida”, ou seja, na fé cristã a pessoa vem a Cristo e é transformada por Ele, a realidade dela muda porque a pessoa foi mudada.
O que se prega em muitas Igrejas no Brasil, ditas “evangélicas”, nada mais é do que magia. Isso é decorrente do fato de que muitas pessoas vieram oriundos de cultos de matriz afro-brasileira, que são religiões de magia, para o meio evangélico. Vários desses que vieram da magia se tornaram líderes e pastores de igrejas evangélicas e imprimiram nelas sua cosmovisão, se apropriaram da Teologia da Prosperidade importada dos E.U.A. e fizeram a sua versão tupiniquim. O que se tem hoje é uma igreja dita evangélica que usa sal grosso em seus cultos, faz reunião do “descarrego”, vende shampoo “ungido” ou “rosa ungida” para afastar os males; fazem barganha com Deus através dos dízimos e ofertas. Isso tudo não passa de magia, feitiçaria, macumba. Muitas pessoas vão a Igreja em busca da resolução de seus problemas, procurando a solução para os males que o atormentam, buscando uma solução “mágica” para suas dificuldades. Essas pessoas veem Deus como uma força, um poder a sua disposição e estão dispostas a tudo, menos de mudar a si mesmas.
A fé cristã genuína é diferente é baseado na Graça, o favor imerecido. De acordo com a Bíblia, Deus dá pela Sua Graça aquilo que não merecemos, sem pedir nada em troca. E quando precisamos de alguma coisa também somos assistidos pela Providência, que é quando Deus providência aquilo que necessitamos, nem mais nem menos. A fé cristã genuína diz que aqueles que creem, aqueles que praticam as palavras de Cristo, aqueles que buscam a Deus e Sua vontade são assistidos em suas necessidades.
O que encontramos em grande parte das ditas igrejas evangélicas no Brasil é fruto de um sincretismo religioso, não passa de magia, feitiçaria disfarçada de evangelho de Cristo.


sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

O MONSTRO DE DUAS CABEÇAS

As fábulas são histórias curtas que contém seres humanos, animais que falam e outras criaturas com o objetivo de ensinar uma lição moral.
A pequena história que se segue conta sobre um monstro de duas cabeças e como foi derrotado.
































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sexta-feira, 23 de outubro de 2020

ELITES E MUDANÇAS NA SOCIEDADE

Eraldo Luis Pagani Gasparini


Tendo Vilfredo Pareto como referencial teórico traço aqui a minha hipótese de mudança da sociedade. Vilfredo Pareto pesquisou na Itália e descobriu que 80% dos imóveis pertenciam a 20% dos habitantes e ele percebeu que o mesmo acontecia no resto da Europa. Ele percebeu também que o mesmo acontecia na política e na história, ou seja, a maioria das ações eram feitas por uma minoria de pessoas. 
Contrariando Karl Marx, ele percebeu que as mudanças acontecem geralmente de cima para baixo. Enquanto Karl Marx pregava a luta de classes que o Proletariado (a classe mais baixa) era a fomentadora de mudanças, a História demonstrou que as mudanças sempre ocorrem de um lugar mais elevado para baixo. 
A Revolução Francesa não se fez pelo povo em si, foi feita pela burguesia francesa que era letrada e rica (embora fosse considerada pertencente ao povo), mas que não tinha o poder político, este poder estava nas mãos da nobreza e do clero, quando a burguesia derrubou o rei, ela se apropriou do poder político e se tornou a nova elite da França. 
Geralmente as mudanças são orquestradas por ideias que veem de cima para baixo, se essas ideias ganham as classes mais altas, elas descem influenciando as classes mais baixas. 
Como outro exemplo eu poderia citar o próprio cristianismo, enquanto no primeiro século era uma religião de pobres e escravos pouca influência ele tinha na sociedade romana, mas quando ao final do 2º século ele ganhou as classes mais altas onde estavam a aristocracia romana e os filósofos, o cristianismo passou a ganhar proeminência que foi crescendo mais e mais até fazer o seu primeiro imperador cristão, Constantino, no quarto século. Quando Constantino se tornou imperador e promulgou o Edito de tolerância, tornando o Cristianismo legalizado e cedendo as basílicas para o seu culto, o Cristianismo aumentou grandemente a sua influência na sociedade romana e quando terminou o 4º século já havia se tornado a religião oficial do Império Romano. 
São as elites que provocam as mudanças e as fomentam. Se uma ideia for contra os interesses da elite, ela certamente a impedirá. Contudo se a ideia lhe for favorável, a elite certamente a impulsionará. 
Pode não parecer óbvio, mas as ideias para mudanças são filtradas, elas são analisadas, testadas e se for do interesse das elites elas são promovidas, caso contrário elas são abafadas e reprimidas. 
Um exemplo claro disso é a indústria farmacêutica, ela investe naquilo que lhe pode trazer grande retorno e rapidamente. Pesquisadores da UNICAMP com plantas brasileiras produziram um anestésico 3 vezes mais potentes que o melhor existente no mercado e o levaram as indústrias farmacêuticas. Quando as indústrias analisaram o produto e viram o quão barato ele seria, nenhuma quis investir na fabricação e comercialização do mesmo. O Prêmio Nobel de Medicina, Richard J. Roberts, denuncia desde de 2016 que as Industrias farmacêuticas bloqueiam a fabricação de remédios que curam que não são rentáveis. 
No Brasil o princípio de Pareto é bem vivido, somente 21% (dados do IBGE de 2019) da população tem nível superior completo, enquanto tem 29% de analfabetos funcionais e 6,6% de analfabetos, se somados representem 35,6% (dados do IBGE de 2018) da população brasileira. A história do Brasil não foi feita pelo povo, mas pelas elites que o dominam, assim foi na Proclamação da Independência em 1822, assim foi na Proclamação da República em 1889 e foi assim também com a Revolução de 1930 que levou Getúlio Vargas ao poder. Uma pequena minoria que causou essas mudanças no Brasil. 
Queria dizer que é o povo unido que muda as coisas, mas não é bem assim. Muitas vezes o povo nada mais é do que massa de manobra. 
Esse artigo é para dizer que não existem salvadores da pátria, a democracia (governo do povo) para existir necessita de eterna vigilância. Não existe um sistema político que seja perfeito. 
Um político pode se dizer do povo e representante do povo, mas quem é que financia a sua campanha? Quem está por trás dele bancando a confecção de panfletos e camisetas? A quais interesses de fato ele atende? 
Porque no final das contas ele representará quem o financiou. 
Devemos ser lúcidos e não nos deixar levar pelas palavras eloquentes desse ou daquele personagem, não devemos nos deixar levar por este ou aquele grupo. Devemos ir além das aparências e dos discursos. Devemos correr atrás da verdade de fato. E abandonados os sofismas e enganos devemos ao menos convencermos a nós mesmos da verdade. 

 

segunda-feira, 12 de outubro de 2020

TEORIA DAS ELITES

Achei por bem fazer este artigo explicando a Teoria das Elites, pois somos controlados por uma pequena elite que impõe suas vontades e ideias sobre nós quer queiramos ou não, quer saibamos ou não. O conhecimento é o primeiro recurso que devemos ter para podermos nos defender.

Eraldo Luis P. Gasparini


Vilfredo Pareto (Paris, 15 de julho de 1848 — Céligny, 19 de agosto de 1923) foi um cientista político, sociólogo e economista italiano. Em 1897 executou um estudo sobre a distribuição de renda. Pareto percebeu que 80% das terras na Itália pertenciam a 20% da população.  Através deste estudo, percebeu-se que a distribuição de riqueza não se dava de maneira uniforme, havendo grande concentração de riqueza (80%) nas mãos de uma pequena parcela da população (20%). Ele então fez pesquisas sobre outros países e descobriu, para sua surpresa, que uma distribuição semelhante acontecia.

A partir desse ponto ele elaborou sua Teoria das Elites, que pontualmente diz o seguinte:

- Toda e qualquer sociedade, independentemente do tempo histórico, é bipolar. Divide-se em governantes e governados, em elite e massa;

- A Elite é sempre uma minoria e o caráter da sociedade é sempre o caráter da elite que a governa. Ela é que forma a classe dirigente - a classe política - que sempre procura se manter no poder pela força ou pela artimanha;

- Em todo organismo político existe uma personalidade dominante, uma pessoa que está por cima de toda a hierarquia e de toda a classe política e que dirige o timão do estado (um rei, um 1º Ministro, um mordomo do paço, um presidente ou um político influente);

- É fatal o domínio de uma minoria organizada sobre uma maioria desorganizada. É essa minoria que dá sustentação ao dirigente do governo.

 Vilfredo Pareto publicou dois estudos importantes: "Manual de Economia Política" (1906) e "Tratado de Sociologia Geral" (1916). No "Tratado de Sociologia Geral", Pareto se preocupou com o estudo da interação social entre as diversas classes de elites, cujas mais importantes, segundo ele, são: as elites políticas e as elites econômicas. O mais importante destaque do estudo é o processo de decadência das elites, observado por Pareto, ou seja, historicamente as elites lutam entre si e se sucedem umas às outras no exercício da dominação política. Pareto também chama a atenção para o fato de que, em qualquer sociedade, os homens são desiguais. As desigualdades entre os indivíduos contribuem diretamente para o surgimento das elites. As massas não são capazes de melhorar a sua situação a não ser os seus membros privilegiados capazes de utilizar as capacidades de que dispõem para subir até à elite. Trata-se, portanto, de uma 'circulação de elites' e não da ascensão das massas como tal, podendo existir transferências de poder entre elites, mas não entre classes.

 

 

Fontes:

https://educacao.uol.com.br/disciplinas/sociologia/teoria-das-elites-o-poder-politico-monopolizado-pelos-governantes.htm?cmpid=copiaecola .

Vilfredo Pareto in Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2020. [consult. 2020-08-30 17:42:22]. Disponível na Internet: https://www.infopedia.pt/$vilfredo-pareto .