domingo, 9 de julho de 2017

MEU MANIFESTO CRISTÃO DA PÓS-MODERNIDADE

Eraldo Luis P. Gasparini

A primeira coisa que a pós-modernidade matou foi a "Verdade", pois agora existem verdades, cada um com a sua. Eu sempre digo que:
- Se todo mundo está certo (mesmo tendo opiniões diferentes e ponto de vistas contrários), todo mundo está errado.
Nesse século XXI, vemos o cristianismo ser solapado e atacado por todos os lados. Países que antes eram os bastiões da fé cristã, que enviaram missionários à várias partes do mundo, são hoje solo fértil do ateísmo e materialismo. Países como Suécia, proíbem a leitura de passagens como Romanos 1:18-32 nas igrejas; a França proíbe os alunos em suas escolas de usarem adornos religiosos como a cruz; nos Estados Unidos da América (considerada a maior nação evangélica) pessoas estão sendo processadas por mencionarem a Jesus nas escolas.
O feminismo tem feito com que as mulheres não busquem mais serem mães, nos países da Europa a taxa de fertilidade caiu para menos de 1,9 filhos por casal, o que tem contribuído para a quebra em alguns países do sistema previdenciário. Da mesma maneira a instituição do casamento, em seus moldes cristãos, tem sido combatido pelo feminismo.
Uma onda conjunta de ateísmo, feminismo e homossexualismo varre o mundo inteiro num projeto global intitulado de "Politicamente Correto" que está varrendo o cristianismo da face da Terra.
Onde isso levará? 
O meu prognóstico é que num primeiro momento este projeto vencerá, especialmente no mundo ocidental e na América Latina, mas depois o Islã virá e sepultará esse projeto. O que já está acontecendo na Suécia, o país do primeiro governo feminista no mundo, onde as mulheres são assediadas sexualmente no metrô e são vitimas de estrupo coletivo por homens muçulmanos. 
A queda do Império Romano aconteceu, em parte, devido a sua decadência moral, os próprios romanos como o filósofo Sêneca (que era pagão) já a denunciava. Quem tomou o lugar do Império Romano foi a Igreja Cristã. E o mesmo acontecerá em mais algum tempo, quando o Islã dominar o mundo. 
Quando o islã ascender ele não tratará os ateus, os homossexuais e as mulheres com a mesma benevolência que o cristianismo. Pois o Alcorão em suas suratas prevê pena de morte aos ateus e homossexuais e quanto as mulheres, ele indica que os homens podem bater em suas mulheres em caso de rebelião das mesmas. Procurarão o apoio da Igreja Cristã, mais ela não existirá mais para ajudar.
O que a História mostra é que um regime ateu, hedonista e individualista não subsiste por muito tempo, sendo superado por um regime religioso,  altruísta e solidário.
Mas isso não será o fim da fé cristã, pois ela subsistirá nos subterrâneos, como fez durante o Império Romano, durante o Regime Soviético na Rússia, e tantos outros momentos da História. No século XVI o missionário jesuíta Francisco Xavier instaurou o catolicismo romano no Japão, o mesmo foi posteriormente proibido em 1639, sob pena de morte de quem o praticasse. Contudo cerca de mais de duzentos anos depois quanto foi permitido novamente, os missionários católicos franceses que lá chegaram encontraram 60 mil japoneses católicos praticando-o as oculta. 
Certamente não estarei vivo para contemplar o cumprimento das minhas palavras, mas talvez alguém ache este artigo (se não o deletarem) e possa verificar o que houve de fato após cem anos. 

sábado, 18 de abril de 2015

A FÉ PENTECOSTAL


O pentecostalismo é um movimento de renovação de dentro do cristianismo que coloca ênfase especial em uma experiência direta e pessoal de Deus através do Batismo no Espírito Santo. O termo Pentecostal é derivado de Pentecostes, um termo grego que descreve a festa judaica das semanas, feriado anual judaico, também conhecido como festa dos primeiros frutos da colheita. Ela é celebrada cinqüenta dias depois da Páscoa. Para os cristãos, este evento comemora a descida do Espírito Santo sobre os seguidores de Jesus Cristo, conforme descrito em Atos 2.


Histórico
O movimento pentecostal de hoje traça os antecedentes da sua comunidade a uma reunião de oração no Colégio Bíblico Betel em Topeka, Kansas em janeiro de 1901. Ali, muitos chegaram à conclusão de que falar em línguas era o sinal bíblico do Batismo no Espírito Santo. Charles Parham foi o fundador desta escola, que mais tarde iria para Houston, Texas. Apesar da segregação racial em Houston, William J. Seymour, um pregador negro, foi autorizado a assistir a aulas bíblicas de Parham. Seymour viajou para Los Angeles, onde sua pregação provocou o Avivamento da Rua Azusa em 1906. 
William J. Seymor era filho de ex-escravos católicos, converteu-se ao evangelho numa Igreja Batista durante sua adolescência. Em 1895, com 25 anos, mudou-se para a cidade de Indianápolis onde inicialmente trabalhou de garçom e posteriormente de representante comercial. Em Indianápolis frequentava a Igreja Metodista Episcopal, uma igreja predominantemente negra. No começo do século XX, os Estados Unidos da América ainda era um país racista que praticava a segregação racial, ou seja, pessoas brancas de um lado e negras de outro.


Pastor William J. Seymour

Em 1905, mudou-se para outra cidade, Houston no Estado do Texas, onde passou a frequentar a recém-formada escola bíblica de Charles Fox Parham em uma cadeira colocada no corredor, por ser negro. Foi aí que aprendeu as doutrinas do movimento Holiness e desenvolveu a crença no dom de línguas como prova do batismo com o Espírito Santo. Seymour mudou-se depois para Los Angeles, onde passou a exercer o pastorado em uma igreja na importante cidade que nascia. No entanto, não foi bem aceito ao começar a pregar a mensagem de reavivamento e batismo no Espírito Santo, e foi expulso da igreja.
Seymour e o seu pequeno grupo de novos seguidores se mudaram para a casa de Richard e Ruth Asberry, na rua Bonnie Brae Norte 214. O grupo se reunia periodicamente e orava pelo batismo no Espírito Santo. Em 9 de abril de 1906, depois de cinco semanas de pregação e de oração de Seymour, ao terceiro dia de um jejum de 10 dias, Edward S. Lee falou em línguas pela primeira vez. Em outra reunião, Seymour compartilhou o testemunho de Lee e pregou um sermão em Atos 2:4 e também outras seis pessoas começaram a falar em línguas, incluindo Jennie Moore, que mais tarde se tornaria a esposa de Seymour. Alguns dias depois, em 12 de abril, Seymour falou em línguas pela primeira vez, depois de orar toda a noite.


Missão da Fé Apostólica na rua azuza em Los Angeles. Foto de 1907.

Na procura de um lugar para continuar seu trabalho, ele fundou sua própria igreja. O grupo da rua Bonnie Brae acabou encontrando um edifício disponível no número 312 da rua Azusa, que havia sido usada mais recentemente como um estábulo com quartos para alugar no andar de cima. Era um edifício pequeno, retangular de teto plano, de aproximadamente 12 mt de largura e 18 mt de comprimento. Sobras de madeira e gesso estavam espalhadas por todos os lados, o local parecia um galpão no andar térreo. Contudo, o local foi averiguado e limpado para a preparação dos serviços. Eles realizaram sua primeira reunião em 14 de Abril de 1906. Os cultos da igreja se realizaram no andar térreo, onde os bancos foram colocados em disposição retangular. Alguns dos bancos eram simplesmente tábuas colocadas em cima de barris vazios. Não havia nenhuma plataforma elevada, pois o teto tinha apenas dois metros de altura. Inicialmente, não havia púlpito. Frank Bartleman, um dos primeiros participantes do avivamento, recordou que "o irmão Seymour normalmente assentava-se atrás de duas caixas de sapato vazias, uma em cima da outra. Ele geralmente mantinha a cabeça concentrada durante a reunião, em oração. Não havia orgulho lá.... Em um prédio velho, com suas vigas baixas e chão nu..."
O andar de cima na agora chamada Missão de Fé Apostólica abrigava uma oficina e quartos para vários residentes como Seymour e sua nova esposa, Jennie. Também tinha uma grande sala de oração para atender o excesso dos serviços do altar de baixo. A sala de oração estava decorada com cadeiras e bancos feitos de tábuas.

Em 1901, William Howard Durham passou a presidir a Missão do Evangelho Pleno na Avenida Norte, Chicago. O pastor Durham fez acurado estudo bíblico sobre o assunto da evidência de falar em línguas para o batismo no Espírito Santo e resolveu ir a Los Angeles. Na época em que as igrejas eram divididas por etnias, Durham foi um dos primeiros brancos a visitar a Missão de Fé Apostólica na Rua Azuza, igreja de grande maioria negra, onde William J. Seymour era pastor. Ali Durham passou várias semanas e recebeu o batismo no Espírito Santo.

Após o seu retorno à Chicago, a Missão da Avenida Norte tornou-se uma igreja pentecostal de grande importância, pois dali a mensagem pentecostal se espalharia pelo centro-oeste americano e entre as minorias étnicas. O pastor William Howard Durham foi um mentor para muitos líderes pentecostais que frequentaram suas reuniões na Missão da Avenida Norte e que depois levaram a mensagem pentecostal a diversos países. Dentre esses líderes estão: Louis Francescon, que pregou entre os italianos na América do Norte, Argentina, Brasil e Itália, fundador da Congregação Cristã; Daniel Berg e Gunnar Vingren, missionários no Brasil, fundadores da Assembléia de Deus.


Mapa dos Estados Unidos da América mostrando os dois grandes centros de difusão do pentecostalismo, as cidades de Los Angeles e Chicago. (clique no mapa para ampliar a foto)

É importante salientar que no começo do século XX as injustiças nos Estados Unidos eram grandes para aquelas pessoas que fossem negras, latinas ou imigrantes. A organização racista Klux Klux Khan perseguia, espancava e matava negros na região sul dos Estados Unidos. Contra essas injustiças se levantou o povo pentecostal, sendo a Church of God in Christ uma das igrejas que lideraram a luta pela igualdade social e os direitos civis dos negros.


Reunião da Klu Klux Khan no começo do século XX.


Muito antes do pastor Martin Luther King se manifestar sobre essa questão, no início do século XX, o fundador da Church of God in Christ já promovia o conceito de unidade das raças, e por vezes foi preso por difundir tais princípios. Em sua simplicidade ele propôs uma parábola que se tornou histórica; ele dizia que se faltar ou a parte branca ou a parte negra dos olhos, não poderemos enxergar. 

Os irmãos negros entendiam que a benção do Espírito Santo havia sido dada como um novo poder para enfrentar as estruturas malignas da injustiça.
Uma das músicas que eles usavam durante os protestos era o hino Vem com Josué lutar em Jericó:

Vem com josué lutar em jericó
Jericó, jericó
Vem com josué lutar em jericó
E as muralhas ruirão.

Suba os montes devagar
Que senhor vai guerrear

Cerquem os muros para mim
Pois jericó chegou ao fim.


Vem com josué lutar em jericó
Jericó, jericó
Vem com josué lutar em jericó
E as muralhas ruirão.


As trombetas soarão
Abalando o céu e o chão
Cerquem os muros para mim
Pois jericó chegou ao fim.

Vem com josué lutar em jericó
Jericó, jericó
Vem com josué lutar em jericó
E as muralhas ruirão.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

O FIM DO MUNDO
Uma analise de duas vertentes históricas

 Eraldo Luis Pagani Gasparini

O fim do mundo é tema de várias culturas, há, por exemplo, o Ragnarok ou o crepúsculo dos deuses que seria o fim do mundo de acordo com os Vikings.
Porém quero olhar para o fim do mundo de acordo com duas vertentes do mundo antigo: a pagã e a cristã.
Os pagãos ao final do Império Romano acreditavam que o seu mundo estava acabando por causa das invasões bárbaras e por isso empregaram o termo carpem die que significa “aproveitem o dia”. Ou seja, o mundo está se acabando então vamos aproveitar os últimos momentos, vamos comer, beber, farrear, transar, vamos dar vazão a todos os nossos desejos porque não haverá amanhã.
- Os deuses nos abandonaram e nos entregaram a destruição pelos povos bárbaros – diria um romano pagão na época.
Há um quadro pintado em 1863 por Thomas Cole intitulado “The Course of Empire Destruction” que retrata bem isso. Nesse quadro vemos a cidade de Roma em chamas, as estátuas dos deuses destruídas, as pessoas correndo desesperadas, barcos lotados em chamas, o céu escuro.
Então se esse é o futuro que nos espera por que trabalhar, ser honesto, ser uma pessoa melhor? Era uma perspectiva pessimista do futuro.

(clique na imagem para amplia-lá)

Por outro lado temos a perspectiva cristã. Os cristãos ao final do Império Romano também acreditavam que o mundo estava acabando e por isso empregavam o termo PAROUSIA que significa “chegada ou vinda” numa alusão a segunda vinda de Cristo. O mundo está acabando porque Jesus Cristo está voltando, ele vem para trazer o juízo final e reinar sobre toda a Terra, então vamos nos purificar, vamos louvar, vamos orar, vamos nos tornar melhores para recebermos o Rei dos reis.
Há vários quadros representando a mesma cena, Jesus voltando entre as nuvens com uma legião de anjos a cercá-lo. Alguns têm pessoas louvando, outros têm anjos tocando trombetas, mas a temática é a mesma.


De acordo com as profecias bíblicas a dor cessaria, o pranto seria enxugado e o paraíso chegaria. Era uma perspectiva otimista do futuro.
Assim temos duas perspectivas do fim do mundo, a pagã e a cristã, que ainda hoje reverberam na nossa sociedade, fazendo com que as pessoas procurem ou “curtir” o mundo ou fazer dele um lugar melhor.

sábado, 11 de outubro de 2014

A HISTÓRIA PELO MODO DE PRODUÇÃO


O modo de produção é a maneira pela qual a sociedade produz seus bens e serviços,  como os utiliza e os distribui. O modo de produção de uma sociedade é formado por suas forças produtivas e pelas relações de produção existentes nessa sociedade.
Modo de produção = forças produtivas + relações de produção
Portanto, o conceito de modo de produção resume claramente o fato de as relações de produção serem o centro organizador de todos os aspectos da sociedade.

Modo de produção primitivo:

O modo de produção primitivo designa uma formação econômica e social que abrange um período muito longo, desde o aparecimento da sociedade humana. A comunidade primitiva existiu durante dezenas de milhares de anos, enquanto o período compreendido pelo escravismo, pelo feudalismo e pelo capitalismo mal ultrapassa cinco milênios.
Na comunidade primitiva os homens trabalhavam em conjunto. Os meios de produção e os frutos do trabalho eram propriedade coletiva, ou seja, de todos. Não existia ainda a ideia da propriedade privada dos meios de produção, nem havia a oposição proprietários x não proprietários.
As relações de produção eram relações de amizade e ajuda entre todos; elas eram baseadas na propriedade coletiva dos meios de produção, a terra em primeiro lugar.
Também não existia o estado. Este só passou a existir quando alguns homens começaram a dominar outros. O estado surgiu como instrumento de organização social e de dominação.

Modo de produção escravista:


Na sociedade escravista os meios de produção (terras e instrumentos de produção) e os escravos eram propriedade do senhor. O escravo era considerado um instrumento, um objeto, assim como um animal ou uma ferramenta.
Assim, no modo de produção escravista, as relações de produção eram relações de domínio e de sujeição: senhores x escravos. Um pequeno número de senhores explorava a massa de escravos, que não tinham nenhum direito.
Os senhores eram proprietários da força de trabalho (os escravos), dos meios de produção (terras, gado, minas, instrumentos de produção) e do produto de trabalho.

Modo de produção asiático:
O modo de produção asiático predominou no Egito, na China, na Índia e também na África do século passado. Tomando como exemplo o Egito, no tempo dos faraós, vamos notar que a parte produtiva da sociedade era composta pelos escravos, que eram forçados, e pelos camponeses, que também eram forçados a entregar ao Estado o que produziam. A parcela maior prejudicando cada vez mais o meio de produção asiático.
Fatores que determinaram o fim do modo de produção asiático:
•A propriedade de terra pelos nobres;
•O alto custo de manutenção dos setores
improdutivos;
•A rebelião dos escravos.




Modo de produção feudal:
A sociedade feudal era constituída pelos senhores x servos. Os servos não eram escravos de seus senhores, pois não eram propriedade deles. Eles apenas os serviam em troca de  casa e comida. Trabalhavam um pouco para o seu senhor e outro pouco para eles mesmos.
A sociedade feudal era dividida da seguinte maneira:
os que oram (clero);
os que guerreiam (nobreza);
os que trabalham (camponeses e servos).
Num determinado momento, as relações feudais começaram a dificultar o desenvolvimento das forças produtivas. Como a exploração sobre os servos no campo aumentava, o rendimento da agricultura era cada vez mais baixo. Na cidade, o crescimento da produtividade dos artesãos era freado pelos regulamentos existentes e o próprio crescimento das cidades era impedido pela ordem feudal. Já começava a aparecer às relações capitalistas de produção.


Modo de produção capitalista:
O que caracteriza o modo de produção capitalista são as relações assalariadas de produção (trabalho assalariado). As relações de produção capitalistas baseiam-se na propriedade privada dos meios de produção pela burguesia, que substituiu a propriedade feudal, e no trabalho assalariado, que substituiu o trabalho servil do feudalismo. O capitalismo é movido por lucros, portanto temos duas classes sociais: a burguesia e os trabalhadores assalariados.

O capitalismo compreende quatro etapas:
– Pré-capitalismo: o modo de produção feudal ainda predomina, mas já se desenvolvem relações capitalistas.
– Capitalismo comercial: a maior parte dos lucros concentra-se nas mãos dos comerciantes, que constituem a camada hegemônica da sociedade; o trabalho assalariado torna-se mais comum.
– Capitalismo industrial: com a revolução industrial, o capital passa a ser investido basicamente nas industrias, que se tornam à atividade econômica mais importante; o trabalho assalariado firma-se definitivamente.
– Capitalismo financeiro: os bancos e outras instituições financeiras passam a controlar as demais atividades econômicas, através de financiamentos à agricultura, a industria, à pecuária, e ao comercio.

Comparação entre capitalismo e socialismo


A figura acima representa mais o ideal do socialismo do que o real. Na prática num modo de produção socialista os meios de produção pertencem ao Estado, não ao povo. E o seu trabalho é supervisionado por um burocrata do partido que domina o Estado.


sábado, 14 de junho de 2014

A CRUELDADE HUMANA  NA  HISTÓRIA

A criatividade humana é incrível, temos o avião a jato, a caneta esferográfica, o controle remoto, a televisão, os foguetes espaciais, os satélites artificiais, a pipoca de microondas e etc.. Contudo esta criatividade tem o seu lado perverso quando tratamos da morte que o ser humano inflige ao seu semelhante. Pois na história vemos que não basta ao ser humano matar o outro, mas matar de uma maneira dolorosa, sádica, perversa, cruel.
Assim a História registra a crueldade do ser humano no começo com os Assírios que empalavam seus inimigos. O empalamento consistia em atravessar a vítima com uma vara comprida pelo abdômen e içá-la deixando exposta ao público, agonizando por várias horas até a morte.  Era uma “morte exemplar”, ou seja, deixada de exemplo para que os outros vissem o que aconteceria com quem se opusesse a eles.
Os Romanos que crucificavam os rebeldes que se levantavam contra o Império. A execução mais famosa da história é de Jesus Cristo, mas os romanos praticavam a crucificação em todos os territórios ocupados por eles. Esta era uma morte cruel que expunha a vítima primeiramente a vergonha, pois ficavam sem vestes, após isto a vítima ia morrendo lentamente por asfixia, mas não uma asfixia qualquer, mas uma gerada pela própria contração muscular da vítima, essa dor podia levar horas ou dias até a morte chegar. Milhares de pessoas foram mortas desta maneira pelos romanos. Também esta era uma “morte exemplar”.
O imperador Nero durante o seu reinado culpou os cristãos do incêndio de Roma e desencadeou a primeira perseguição romana aos cristãos. Uma das formas de punição consistia em atar os cristãos em postes e os besuntar com piche e atear fogo, transformando-os em tochas para ficarem iluminando o seu jardim.
Os Romanos durante a perseguição aos cristãos, também atavam peles de carneiro nas crianças e soltavam no coliseu onde cães grandes e ferozes as dilaceravam.
Átila, rei dos Hunos, não recebeu a alcunha de “flagelo de Deus” à toa. Ele matava seus desafetos por desmembramento, que consistia em amarrar os membros, pernas e braços, a cavalos que os puxavam até que os partissem do corpo.
Na Idade Média ferviam-se os hereges em óleo fervente. Detalhe a vítima não era jogada de uma vez, mas colocada aos poucos para que pudesse ser “frita” vagarosamente. Essa era uma das inúmeras mortes por suplício. Suplício tem a sua raiz na palavra latina suplicare que significa suplicar, implorar, ou seja, a vítima suplicava pela morte para que o tormento terminasse.

Durante a 1ª Guerra Mundial a humanidade desenvolveu novas técnicas de combate e uma delas foi o emprego de agentes químicos como o gás mostarda.
O gás mostarda foi usado nas trincheiras da 1ª Guerra Mundial e matava os soldados como se fossem baratas. Em contato direto com qualquer parte da pele da vítima, de imediato, ele levantava bolhas amareladas, atacava em seguida os olhos e as vias respiratórias danificando a mucosa e causando edema pulmonar. O soldado tinha queimaduras na pele e na garganta, ficava cego e depois morria agonizando por asfixia.






A marcha dos gaseados. Tela do pintor norte-americano John Singer Sargent representando as vítimas do gás mostarda na I Guerra Mundial.






Durante a dissolução da Iugoslávia ocorreu a Guerra da Bósnia (1992-1995), nesta guerra os sérvios aprisionaram mulheres bósnias que foram estupradas inúmeras e repetidas vezes pelos soldados. Cerca de 20.000 a 40.000 mulheres foram estupradas.
O romance “O médico e o monstro” escrito por Robert Louis Stevenson conta a história de um médico que inventou uma fórmula que podia separar a parte má da parte boa de um indivíduo, este a toma para que a sua parte má venha à tona e ele possa praticar as vilezas e crueldades que estão em seu coração sem ser reconhecido. Então o proeminente e educado Doutor Jekkyll dá lugar ao ignóbil e vil Mister Hyde, o monstro.
Carl Jung em sua psicologia analítica descreve a personalidade humana dividida em duas partes: consciente e inconsciente. Por sua vez o consciente é dividido em persona e ego. E o inconsciente em sombra, anima e self. A sombra é aquela parte que inclui as tendências, desejos, memórias e experiências que são rejeitadas pelo individuo como incompatíveis com a persona e contrárias aos padrões e ideais sociais. Ele assim falava de um lado obscuro que reside em cada ser humano. Ele respondeu desta maneira a uma carta: “Toda a gente tem o seu lado obscuro que - desde que tudo corra bem - é preferível não conhecer”.  
Jesus fala em Mateus 6:22-23 que "os olhos são a candeia do corpo. Se os seus olhos forem bons, todo o seu corpo será cheio de luz. Mas se os seus olhos forem maus, todo o seu corpo será cheio de trevas. Portanto, se a luz que está dentro de você são trevas, que tremendas trevas são!”. Ou seja, vamos refletir exteriormente aquilo que tivermos dentro de nossos corações, seja isso luz ou trevas.
Poderíamos citar inúmeros outros casos da história: os nazistas que mataram os judeus nos campos de concentração; Vlad III, Príncipe da Valáquia que serviu de inspiração ao personagem Drácula; o genocídio promovido pelo Khmer Vermelho no Camboja e etc...
O ser humano é essencialmente corrupto, com um lado obscuro e pérfido que vem a tona nos momentos oportunos que são propiciados pela história. O “ser” humano é cruel, faz parte de sua natureza ser insensível para com o sofrimento de seu semelhante, de deixar o ódio dominar o seu coração, de impor a dor ao outro por mero prazer, por isso acredito na doutrina cristã da regeneração pela graça que diz que se Deus não intervir no ser humano ele não alterará a sua natureza.