domingo, 18 de dezembro de 2011

NATAL, DATA DE COMEMORAÇÃO DO NASCIMENTO DE CRISTO OU ÉPOCA DE SUÍCIDIO?

Nos Estados Unidos da América a época de maior indice de suícidio é o natal,  o que recentemente soube é que também é a data com maior indice de suícidio no Brasil. A Ponte Golden Gate, em San Francisco, na Califórnia é o lugar de maior indice de suícidio nessa época do ano. A pergunta que não quer calar é por que? Não é esta a data de celebrar o amor, a família, a fraternidade entre as pessoas?
Pois é, esta é resposta adequada o Natal é para celebrar o amor, mas como se vivemos numa sociedade egoísta onde cada um só se importa consigo mesmo? É para celebrar a família, mas como se metade dos casamentos acabam em menos de cinco anos e os filhos ficam divididos entre a casa do pai e a mãe? É para celebrar a fraternidade entre as pessoas, mas como se as pessoas abandonaram a casa do Pai?
O Natal é para celebrar o nascimento de Cristo e nos fazer lembrar que Deus Pai enviou o seu único filho para que todo aquele que nEle crêe não morra, mas tnha a vida eterna. É para celebrarmos o exemplo de Jesus que sendo Deus a si mesmo se esvaziou tomou a forma humana e habitou entre nós cheio de graça e de verdade, falando, ensinando, vivendo, dando exemplo de como devemos ser.
O Natal começa pela fé, crermos que Jesus veio a mundo, morreu, ressuscitou e subiu aos céus de onde ha de vir para julgar os vivos e os mortos. E no entanto o Natal foi esvaziado desse sentido, no lugar colocaram um velhinho gordo e bonachão que tem a função de fazer as pessoas gastarem mais dinheiro com compras. Como se comprar um presente preenche-se a falta de amor, reconhecimento e carinho. Aliás, nesse mundo tudo se compra até a felicidade que pode vir num frasco de anti-depressivo ou ansiolitico, numa blusa de marca, num carro do ano, numa viagem ao estrangeiro.
No Natal pode faltar presentes, pode faltar a ceia farta na mesa, pode faltar inumeras coisas de ordem material, mas não pode faltar a fé em Jesus.
Neste natal diga não ao Papai Noel, diga não aos presentes, diga não aos enfeites, diga não as árvores de natal, mas diga sim a Jesus e a sua boa nova de salvação:

Havia, naquela mesma região, pastores que viviam nos campos e guardavam o seu rebanho durante as vigílias da noite.
E um anjo do Senhor desceu aonde eles estavam, e a glória do Senhor brilhou ao redor deles; e ficaram tomados de grande temor.
O anjo, porém, lhes disse: Não temais; eis aqui vos trago boa-nova de grande alegria, que o será para todo o povo:
é que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor.
 E isto vos servirá de sinal: encontrareis uma criança envolta em faixas e deitada em manjedoura.
E, subitamente, apareceu com o anjo uma multidão da milícia celestial, louvando a Deus e dizendo:
Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens, a quem ele quer bem (Lucas 2:8-14).

Feliz comemoração de nascimento de Jesus Cristo!!!





quinta-feira, 24 de novembro de 2011

O MARTÍRIO DE UM CRISTÃO EVANGÉLICO NA ALEMANHA NAZISTA

Os mártires cristãos estão por todas as partes e em todas as épocas, na época do Império Romano dos séculos primeiros e também em pleno século XX na Alemanha dominada por Hitler. Muitos assistiram ao filme Operação Valquíria, com o astro de Hollywood Tom Cruise, onde conta à história de um fracassado atentado a bomba contra Adolf Hitler. O que poucos sabem é que havia uma rede de resistência contra o nazismo formada por vários cidadãos alemães, incluindo um pastor luterano chamado Dietrich Bonhoeffer.

Bonhoeffer foi um dos mentores e signatários da Declaração de Barmen, quando em 1934 diversos pastores luteranos e reformados, formaram a Bekennende Kirche, Igreja Confessante, rejeitando desafiadoramente o nazismo: "Jesus Cristo, e não homem algum ou o Estado, é o nosso único Salvador".
Em 1933 as Igrejas Protestantes na Alemanha foram forçadas a entrarem para a Igreja Protestante do Reich e apoiar a ideologia Nazista. A Igreja Confessante foi criada em setembro do mesmo ano como um grupo clandestino da resistência alemã. Em 1934 a Declaração Teológica de Barmen, escrita primariamente por Karl Barth com o apoio de outros pastores e congregações da Igreja Confessante, foi ratificada no Sínodo de Barmen, reafirmando que a Igreja Protestante Alemã não era um órgão do Estado, com o propósito de reforçar o Nazismo, mas um grupo sujeito apenas a Jesus Cristo e seu Evangelho.
O movimento foi posto na ilegalidade e em Abril de 1943 Bonhoeffer foi preso por ajudar judeus a fugirem para a Suíça. Levado de uma prisão para outra, em 9 de Abril de 1945, três semanas antes que as tropas aliadas libertassem o campo, foi enforcado, junto com seu irmão Klaus e 2 de seus cunhados.
Sua obra mais famosa, escrita no período de ascensão do nazismo foi "Discipulado" (Nachfolge) na qual desenvolve a polêmica acerca da teologia da graça, fundamento da obra de Martinho Lutero. Nesse livro ele opõe-se a prática dos cristãos da época que viviam um cristianismo sem a renúncia pessoal e barateavam a graça de Deus:


"A graça barata é a inimiga mortal de nossa igreja. Lutamos hoje pela graça de grande valor. A graça barata é a pregação do perdão sem exigir arrependimento, batismo sem disciplina na igreja, comunhão sem confissão, absolvição sem confissão pessoal. A graça barata é graça sem discipulado, sem a cruz, sem Jesus Cristo, vivo e encarnado…
A graça de grande valor é o tesouro escondido no campo, pelo qual o homem vai alegremente e vende tudo o que tem. É a pérola de grande valor que, para comprá-la, o negociante vendeu tudo o que tinha (...)
Tal graça é custosa porque ela nos chama para seguir, e é graça porque nos chama pra seguir Jesus Cristo. É de grande valor porque custa ao homem sua vida e é graça porque dá ao homem a única vida verdadeira”



Dietrich Bonhoeffer poderia ter feito como a maioria dos cristãos de seu tempo ante ao nazismo: se calar. Mas preferiu se posicionar contra a maldade e a injustiça de um governo tirânico. Ele não deixou que a graça de Deus fosse barata em sua vida, mas sim preciosa.

Para saber mais sobre Bonhoeffer acesse:
http://www.sociedadebonhoeffer.org.br.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

A RELIGIÃO “CULT”


Recentemente li o comentário de um colega propedeuta sobre a atual conjuntura da religião no Brasil, ele escreveu que ser evangélico era ser ignorante, ser católico era ser um retrógrado conservador e que ser budista era “cult”, estar na moda. Bom isso no meio acadêmico, porque entre a população o budismo representa menos de 1% da população brasileira.
O que acontece então?
Na atual conjuntura da pós-modernidade vivemos uma realidade fluída, a verdade não é tão verdadeira, a única certeza que há é a dúvida e por aí vai. No meio acadêmico com a premissa aristotélica da dúvida sistemática é difícil aceitar uma verdade definitiva, premissa essa do Cristianismo. O Cristianismo se considera A VERDADE e essa premissa é inaceitável no meio acadêmico. Assim entre os letrados se tornou moda ser budista.
Mas o budismo não é uma religião???
Sim, porém a sua doutrina pode ser adaptada a qualquer outro sistema religioso ou de  filosofia de vida, até mesmo ao ateísmo.
A essência da doutrina budista diz que a vida é sofrimento, o sofrimento vem do desejo, suprimindo o desejo desfaz-se o sofrimento. Para se desfazer o sofrimento é necessário seguir o Caminho Óctuplo, que consiste em:
1.Visão Correta
2. Pensamento Correto
3. Fala Correta
4. Ação Correta
5. Meio de Vida Correto
6. Esforço Correto
7. Atenção Correta
8. Meditação Correta
Essa doutrina pode se adaptar facilmente a qualquer sistema de crenças, tanto é assim que no sudeste da Ásia se adaptou as religiões politeístas que por lá já existiam. Buda, que nunca se declarou um deus, é tratado como uma divindade no panteão existente da região. E no mundo pós-moderno ocidental, ele oferece um sistema filosófico de vida que dispensa a necessidade de um Ser Supremo e de verdades inabaláveis.  A sua visão de mundo pode ser vista em produções cinematográficas de Holywood como Star Wars, Matrix e os filmes do gênero Kung Fu.
Assim com sua doutrina o budismo oferece um sistema de crenças conveniente às necessidades da cultura pós-moderna. É como uma jangada de certeza em um mar de dúvidas, não serve para longas jornadas, mas pelo menos flutua.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

LIDERANÇA FEMININA NA IGREJA PROTESTANTE


Eraldo Lui P. Gasparini

Achei por bem dar o meu parecer sobre a liderança feminina na Igreja Protestante, já que faço parte de uma Igreja Protestante Histórica, a Presbiteriana. O meu parecer trata única e exclusivamente da realidade na qual estou inserido, já que na prática as Igrejas Evangélicas pentecostais e neopentecostais já instituíram pastoras e bispas. Todavia não quer dizer que não sirva de reflexão para esses segmentos.
Primeiramente quero lembrar as palavras de Jesus no evangelho de Lucas, que o maior de todos será o menor de todos:

“Suscitaram também entre si uma discussão sobre qual deles parecia ser o maior. Mas Jesus lhes disse: Os reis dos povos dominam sobre eles, e os que exercem autoridade são chamados benfeitores.
Mas vós não sois assim; pelo contrário, o maior entre vós seja como o menor; e aquele que dirige seja como o que serve” (Lucas 22:24-26).

A grande questão que envolve essa discussão é a disputa de poder. Ninguém quer ser servo, ninguém quer adotar a premissa de Jesus de servir aos outros. Todos querem mandar, querem ser “cabeça” e não cauda. Todos querem brilhar, refletindo na verdade o contexto da sociedade contemporânea que só considera importante quem tem dinheiro ou fama.
O Cristianismo proposto por Jesus é subversivo, tem a intenção de subverter a ordem da sociedade e estabelecer a igualdade. Ninguém é mais importante do que ninguém, todos são importantes. O único critério de avaliação de uma pessoa é o seu caráter alicerçado no amor. O quanto ela dá de si aos outros é o que faz dela uma pessoa importante ou não dentro do cristianismo. Eu pessoalmente sou a favor do sistema congregacional, onde a assembléia é soberana e todos têm o direito de serem ouvidos, desde o maior ao menor, do mais jovem ao mais velho, tanto homem quanto mulher.
O Cristianismo autêntico diz:

“Destarte, não pode haver judeu nem grego; nem escravo nem liberto; nem homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus” (Gálatas 3:28).

A atual luta pela ocupação da mulher em cargos de liderança na Igreja Protestante nada tem a ver com o Cristianismo, mas com a luta por poder encabeçado pelo movimento feminista. O movimento feminista mudou o seu discurso e seus objetivos e não luta mais pela igualdade da mulher, mas sim pela colocação da mulher no poder transformando a sociedade de um sistema patriarcal para um matriarcal, por isso muitos especialistas tem chamado esse movimento de “FEMISTA” numa clara alusão a MACHISTA. O que se busca é a inversão de poderes, mas o SEXISMO, a proeminência de um sexo sobre o outro, continuará.
Isto destoa do discurso do Cristianismo autêntico onde o maior de todos é Jesus Cristo diante de quem todo joelho se dobrará e toda língua confessará que é o SENHOR. E isso vale para homens e mulheres.

sábado, 20 de agosto de 2011

A DIFERENÇA ENTRE SABEDORIA E CONHECIMENTO

Eraldo Luis Pagani Gasparini


A diferença entre sabedoria e conhecimento é muito simples. O conhecimento consiste em ter noção de como as coisas são e funcionam. A sabedoria consiste em aplicar esse conhecimento à vida. A vida no seu sentido amplo, geral e irrestrito, não somente ao relacionado ao cotidiano, o trabalho, ao convívio social e familiar, também à saúde, a paz, a alegria, a mente, a alma, enfim a VIDA.
Ser sábio consiste em saber conduzir a vida. Conduzir a vida a fim de torná-la a melhor possível para si e para os outros. Ser sábio significa levar uma vida saudável, tranqüila, cheia de paz e alegria, em harmonia consigo mesmo, com os outros e com Deus.
No Projeto Manhattam que na década de 1940 produziu a bomba atômica havia vários cientistas com prêmio Nobel, com certeza foi uma grande concentração de pessoas inteligentes, mas sem sabedoria nenhuma. Com certeza construir a bomba atômica foi um grande empreendimento técnico e cientifico, mas não sábio. Se o arsenal nuclear, que ainda existe e está ativo, fosse usado daria para destruir a superfície do planeta Terra várias vezes.
Uma mãe semi-analfabeta que mora na periferia de uma cidade e faz com que os seus filhos se afastem da violência e das drogas, educa-os com carinho e disciplina e procura faze-los estudar, com certeza é uma mulher sábia, apesar da falta de conhecimento.
Ter o conhecimento de arar a terra em curvas de nível não evita a erosão, aplicar o conhecimento ao arar sim. O conhecimento sozinho não altera a realidade. Reconhecer o erro, se arrepender e deixar de praticá-lo é ser sábio, só ter o conhecimento de estar errado e continuar errando não nos faz sábio.
Dois homens moram num bairro perigoso, ambos tem o conhecimento que em determinada rua acontecem vários assaltos, um deles sempre evita essa rua ainda que tenha de andar mais e o outro passa por ela e é assaltado. Qual dos dois é o sábio?
Só o conhecimento não altera a nossa sorte, mas sim o bom uso que fazemos dele.
O homem tem um mapa, tem uma bússola, mas não consegue achar o caminho para a sua casa, porque não sabe usa-los; o sábio sabe como usa-los por isso consegue apontar o caminho ao que está perdido.
Na antiguidade havia o conceito de “ancião”. O ancião era a pessoa sábia pelo conhecimento e a experiência, não bastava entender e conhecer das coisas, era necessário tê-las vivenciado com a experiência, era necessário que tal pessoa tivesse um bom tempo de vida, por isso o “ancião” não poderia ser jovem. Geralmente o “sábio” é representado em ilustrações como uma pessoa idosa de cabelos e barba brancos. Essa representação faz parte do consciente coletivo da humanidade, demonstrando alguém que viveu as experiências humanas, que pode orientar os outros em seus caminhos por já tê-los trilhados. Assim era e deve ser um ancião.
O sábio olha pra trás, olha para os lados e olha para cima antes de apontar a direção certa. Olha para trás para ver o que já se passou, olha para os lados para ver o presente e consultar os seus semelhantes, olha para cima para consultar a Deus e receber Sua orientação e assim apontar o caminho certo aos que lhe consultam.