sexta-feira, 4 de março de 2011

MONOTEÍSMO PRIMITIVO

Eraldo Luis Pagani Gasparini

O objetivo deste artigo é de divulgar sobre uma teoria que tem sido muito pouco comentada e abordada no meio da História das Religiões, a teoria sobre o Monoteísmo Primitivo. Entre as inúmeras teorias da origem das religiões está a Teoria do Monoteísmo Primitivo desenvolvida por Wilhelm Schmidt. Esta teoria afirma que no inicio do fenômeno religioso o homem não era animista, nem totêmico e nem politeísta, mas sim monoteísta.

VIDA
Wilhelm Schmidt nasceu em Hörde, Alemanha, em 1868 e morreu em 1954, de causas naturais, na idade de 86 anos. Já como um jovem conheceu os missionários cristãos e dedicou sua vida ao serviço dos outros. Em 1890, entrou para a ordem Católica Romana da Sociedade do Verbo Divino e foi ordenado padre em 1892. Depois ele passou a estudar lingüística nas Universidades de Berlim e Viena.
Em 1906, Schmidt fundou a revista Anthropos e em 1931, o Instituto Anthropos, que dirigiu de 1932-1950. Em 1938, devido a sua forte oposição às idéias nazistas de Racismo Evolucionário, Schmidt teve que fugir da Áustria ocupada pelos nazistas para Friburgo, na Suíça. A revista Anthropos e o instituto foram juntos com ele. Após sua morte, ambos foram realocados em Sankt Augustin, perto de Bonn, na Alemanha, onde permanecem em operação.
Wilhelm Schmidt trabalhou como professor na Universidade de Viena, 1921-1938, e na Universidade de Freiburg , na Suíça, 1939-1951. Schmidt recebeu inúmeros prêmios e reconhecimentos, e foi nomeado presidente do IV Congresso Internacional de Ciências Antropológicas e Etnológicas. Ele estabeleceu o departamento etnológico do Museu Missionário Etnológico no Vaticano em 1925, servindo como seu diretor de 1927 a 1939. Schmidt publicou mais de seiscentos livros e artigos. Suas obras disponíveis em tradução Inglesa incluem: A origem e o crescimento da Religião (1931), Deuses Superiores na América do Norte (1933), O Método histórico cultural de Etnologia (1939) e Apocalipse Primitivo (1939).

A TEORIA DO MONOTEÍSMO PRIMITIVO
Em suas pesquisas Wilhelm Schmidt começou a colher o relato de vários missionários entre povos tribais. Nestes relatos havia uma singularidade, esses povos afirmavam já conhecer esse Deus que os missionários traziam e que na essência de suas religiões estava um deus, único, supremo, que habitava os céus.
De 1912 até sua morte em 1954, Schmidt publicou seus 12 volumes Der Ursprung der Gottesidee ( A Origem da Idéia de Deus ). Nesta obra ele explicou a sua teoria do monoteísmo primitivo de que a religião em quase todos os povos tribais começou com um conceito essencialmente monoteísta de um grande deus (geralmente um deus-céu), que era um criador benevolente. Ele argumentou que todas as culturas primitivas no mundo tem essa noção de um deus supremo. Eles adoram uma única divindade, superior, onisciente e essencialmente similar ao Deus do cristianismo. Aqui estão algumas crenças típicas que ele observou:
· Deus vive no, ou acima, do céu;
· Ele é como um homem, ou um pai;
· Ele é o criador de tudo;
· Ele é eterno;
· Ele é onisciente;
· Tudo que é bom fundamentalmente vem Dele e Ele é o doador da lei moral;
· Ele julga as pessoas após sua morte;
· As pessoas estão alienadas dele devido a algum delito no passado;
· Ele é muitas vezes suplantado pelos deuses nas religiões que são "mais acessíveis", mas muitas vezes as religiões carregam uma memória distante deste "Deus-Céu" com quem perderam contato.

Baseado em suas descobertas, Schmidt afirmou que todos os povos originalmente acreditavam em um deus único. No entanto, devido à rebelião contra Ele, essas pessoas alienaram-se dele e seu conhecimento de Deus foi perdido.
O que Wilhelm Schmidt estava propondo era que as religiões primitivas não eram politeístas, como se acreditava, mas que começou como monoteístas. Assim, de acordo com Schmidt, o monoteísmo é o mais antigo sistema religioso no mundo. Ele se opõe fortemente a Sigmund Freud na formulação do totemismo como a religião mais antiga, alegando que muitas culturas no mundo nunca passaram pela fase de totemismo. Freud, em contrapartida, criticou o trabalho de Schmidt.

A AUSÊNCIA ACADÊMICA
A teoria de Schmidt não tem sido muito aceita. Mas não somente isso, ela também não tem sido sequer analisada nos meios acadêmicos brasileiros. A única obra dele traduzida para o português foi Etnologia sul-americana: círculos culturais e extratos culturais na América do Sul, que fazia parte da Coleção Brasiliana publicada pela extinta Companhia Editora Nacional.
Uma das teorias mais comumente abordadas para o início da Religião é a teoria do antropólogo britânico Edward B. Tylor (1832-1917). Tylor influenciado pela Teoria da Evolução de Darwin vai afirmar que a partir de uma crença simples, o animismo, é que a Religião surgiu, assim de acordo com a evolução do gênero humano a religião também evoluiu. Sua teoria foi usada pelos nazistas durante a Segunda Mundial para justificar o Racismo Evolucionário. A teoria de Tylor não tem comprovação empírica, ela não se demonstra na realidade. Contudo sua teoria tem sido abordada e a de Schmidt não.
Questões ficam em aberto: Por que um pesquisador que deu tão grandes contribuições em lingüística, etnologia e religião não têm uma obra sequer publicada em português? Por que na História das Religiões, campo de pesquisa que tem se mostrado promissor, não aborda suas teorias? Ainda que discutíveis em suas conclusões, por que não aborda-la?
Rubem Alves faz uma crítica ao meio cientifico ao notar que muitas vezes este se comporta como o meio religioso com os seus “Index” estabelecendo uma espécie de “censura” intelectual de algumas obras. Não estaria a vítima se tornando como seus algozes do passado?


Referências:
RICHARDSON, Don. O Fator Melquisedeque. São Paulo: Editora Vida Nova, 1986.
SCHMIDT, Wilhelm. “The Origin of the Idea of God". New York: Ernest Brandewie - Worldcat Librarie, 1912.
SCHMIDT, WILHELM. Disponível em:
http://en.wikipedia.org/w/index.php?title=Wilhelm_Schmidt&oldid=36332032 (original em inglês). Data de acesso: 27 fev. 2011.

A FÉ PROTESTANTE NO PERÌODO COLONIAL - Parte 2

Eraldo Luis P. Gasparini


O BRASIL HOLANDÊS

Não só os franceses, mas também os holandeses também quiseram se estabelecer no Brasil e procuraram no século XVII formarem uma colônia. A motivação econômica destes, diferentemente dos franceses, foi o açúcar e política foi uma rivalidade com os espanhóis. Portugal e Espanha de 1580 a 1640 foram uma só nação, a União Ibérica. Para garantir seu comércio de açúcar, produto muito cobiçado na Europa naquela época, os holandeses criaram a Companhia Holandesa das Índias Ocidentais. E para fazer isso decidem invadir as áreas produtoras de açúcar na América, em especial o Brasil.

Após várias tentativas no Rio de Janeiro e Salvador, tropas holandesas ocuparam, em fevereiro de 1630, o Pernambuco e criaram no nordeste brasileiro a Nova Holanda. Eles chegaram em cerca de 67 navios com 3.700 tripulantes, 3.500 soldados e 1.170 canhões. Após muitas batalhas as cidades de Olinda e Recife ficaram sob domínio holandês.

Dentro deste trabalho o ponto importante é quando chega o conde alemão João Maurício de Nassau-Siegen. Entre 1637 e 1644 o conde João Maurício de Nassau-Siegen governou o domínio holandês, realizou melhoramentos urbanos no Recife e desenvolveu uma política de entendimento com proprietários de engenhos e comerciantes portugueses. Simultaneamente, a Companhia ampliava seus investimentos nos engenhos pernambucanos, emprestava dinheiro aos senhores de engenho e avançava militarmente sobre outras regiões. Com estas medidas Maurício de Nassau ganhou a simpatia dos proprietários de terra. Durante os sete anos em que governou o Brasil holandês em Pernambuco, entre outras obras, construiu pontes, drenou alagados e criou um jardim zoológico. Preocupado com o abastecimento, incentivou o plantio da mandioca e das frutas (como o caju). Cercou-se de intelectuais e artistas, destacando-se os pintores Franz Post e Albert Eckhout que retrataram em suas telas a flora e os costumes do Brasil.

Não são poucos os estudiosos que tecem elogios a esta figura da história brasileira por seu espírito renovador, incentivador das artes e da cultura e tolerante nos campos político e religioso. Ao contrário de Villegaignon, Maurício de Nassau era um calvinista convicto. Nos meses de agosto e setembro de 1640 Maurício de Nassau convocou um parlamento para criar uma legislação para o Brasil holandês. Durante este parlamento foi fixado o princípio de tolerância religiosa entre protestantes, católicos e judeus. Por causa deste espírito tolerante, muitos judeus e protestantes se fixaram no Brasil holandês.

A Holanda havia se tornado um país protestante e era prática naquela época enviar um pastor acompanhar seus soldados para atende-los em suas necessidades espirituais, da mesma maneira como junto aos soldados portugueses era enviado um padre. A Igreja Cristã Reformada era o nome da igreja protestante na Holanda, esta era uma igreja estatal, ou seja, mantida pelo estado. De acordo com Frans Leonard Schalkwijk durante os anos de ocupação holandesa foram organizadas cerca de 22 igrejas protestantes no nordeste. Além de atender as necessidades espirituais dos holandeses, a Igreja Cristã Reformada desenvolveu um trabalho missionário junto aos índios, enviou pregadores, bem como professores para trabalhar com eles; apesar disso, poucos deles foram convertidos .

A Igreja Cristã Reformada na cidade de Recife também instalou congregações de língua inglesa e francesa. Devido à caótica situação matrimonial em que se encontrava a colônia, ela emitiu o primeiro parecer judicial sobre o divórcio no Brasil; os líderes da igreja sugeriram que depois de determinado tempo, a parte abandonada deveria ser considerada livre da parte desertora, o que deveria ser reconhecido pelo magistrado, dando assim oportunidade a um novo matrimônio.

Em maio de 1644, devido a desavenças com a Companhia Holandesa das Índias Ocidentais, Maurício de Nassau deixa o cargo de governador e parte de volta para a Europa. No ano seguinte os proprietários de terra se rebelam contra o domínio holandês, com a Insurreição Pernambucana. A luta vai até 1654, quando os holandeses deixam a região. Como observou Frans Leonard Schalkwijk: “a Igreja Cristã Reformada veio para o Brasil sob a bandeira holandesa e foi expulsa junto com a mesma” .

E desta maneira termina as incursões da fé protestante no Brasil durante o período colonial. Somente no século XIX, é que a mesma vai se fazer presente novamente no Brasil.
 

REFERÊNCIA:
SCHALKWIJK, Frans Leonard. Índios protestantes no Brasil Holandês. História Viva. São Paulo: Duetto Editorial, Ano I, n° 4, 2004.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

A FÉ PROTESTANTE NO PERÍODO COLONIAL

Eraldo Luis Pagani Gaparini

O Brasil como colônia de um país católico, também era oficialmente católico. Tanto era assim que nenhuma pessoa poderia estabelecer-se no Brasil se professasse outra fé. Embora isso não fosse problema para as nações indígenas, já que há muito tempo estavam estabelecidas aqui e professassem outra fé (ou nenhuma). Mas, o fato de o natural da terra, o indígena, não ter a fé católica fez dele alvo das investidas portuguesas, que através dos jesuítas buscaram catequiza-lo.
Gilberto Freire comenta:

“O perigo não estava no estrangeiro, nem no indivíduo disgênico ou cacogênico, mas no herege. Soubesse rezar o Padre-Nosso e a Ave-Maria, dizer o Creio-em-Deus-Padre, fazer o Pelo-Sinal–da-Santa-Cruz e o estranho era bem vindo no Brasil colonial. O frade ia a bordo indagar da ortodoxia do indivíduo como hoje se indaga da sua saúde e da sua raça” [1] (FREYRE, Gilberto. Casa Grande e Senzala. 2. ed. Rio de Janeiro: Schimidt, 1936, p. 29).
Embora, mesmo com a proibição, a fé protestante fez suas incursões em terras brasileiras no período colonial. Isto se deu inicialmente com as invasões francesas e posteriormente com as invasões holandesas.


Mapa da Baía de Guanabara no século XVI.

A FRANÇA ANTÁRTICA

Os franceses contestando a posse das terras recém “descobertas” somente para espanhóis e portugueses, também quiseram seu quinhão na América. E assim, ainda no século XVI, a França tenta fundar colônias no Brasil. Dentro dessas tentativas, vamos nos ater a primeira que foi a formação da França Antártica, pois é nela que aparece pela primeira vez a presença da fé protestante no Brasil.
Oficial da marinha francesa, Nicolau Durand de Villegaignon, teve a iniciativa de fundar uma colônia no Brasil e obteve, para isto, o apoio dos huguenotes, partido protestante da nobreza francesa, na pessoa de seu líder o Almirante Gaspar de Coligny que conseguiu patrocínio do rei Henrique II. Tendo partido do porto de Havre com três navios, chega na Baía de Guanabara e estabelece na ilha de Serigipe (atual Villegaignon) uma colônia francesa, a França Antártica. Os colonos constroem uma fortificação que recebe o nome de Forte Coligny. Villegaignon era católico e suas intenções eram estritamente comerciais e seu objetivo principal era a exploração de pau-brasil através dos índios, embora a colônia fosse destinada a abrigar os protestantes fugitivos das perseguições religiosas na Europa.
A colônia francesa era formada por homens de todos os tipos: membros da nobreza, padres, artesões, soldados, agricultores, criminosos arrebanhados nas prisões, quer protestantes quer católicos. Uma das propostas da colônia era que houvesse tolerância religiosa.
Porém, Villegaignon era um homem de caráter autoritário e logo estabeleceu uma disciplina rígida, proibindo a relação entre os colonos franceses e as mulheres indígenas. Imaginem um bando de homens no fim do mundo sem mulheres e vendo, ao alcance das mãos, um monte de índias nuas. É para abalar o bom humor de qualquer um. Logo em seguida problemas de ordem administrativa e de cunho religioso começaram a abalar a unidade da colônia.
Em março de 1557, chegou uma segunda leva de colonos protestantes oriundos da cidade de Genebra, uma república cuja religião oficial era protestante, estes vieram sob a intervenção de Coligny e de Calvino (um dos líderes da Reforma). Nela haviam 12 pastores comissionados por Calvino. Em 10 de março de 1557 foi celebrado o primeiro culto protestante no Brasil.
Não tardou e surgiram sérias divergências religiosas entre Villegaignon e os protestantes calvinistas. Por seu caráter, ele não conseguia aceitar as pessoas que tinham idéias próprias e não se submetiam à sua autoridade. Na colônia, que foi formada para ser um abrigo a fé protestante, surgiu a perseguição religiosa. E em outubro de 1557, os protestantes foram obrigados a sair da ilha e se retiraram para o continente, onde permaneceram num lugar denominado La Briqueterie (Olaria) aguardando uma embarcação que os levasse de volta a França. Tendo retornado em fevereiro de 1558, eles relataram suas experiências chamando Villegaignon de o “Caim da América”.
Em 1560, os portugueses atacaram a colônia que resistiu até 1565, quando foi derrotada e os seus habitantes dispersos. Os portugueses fundaram a cidade do Rio de Janeiro. Os franceses que haviam se refugiado nas regiões circunvizinhas foram expulsos definitivamente em 1567. Terminou assim a França Antártica.


Fonte: The Bridgeman Art Library/KEYSTONE.
 Ilha de Serigipe sob ataque da Armada Portuguesa, 1560
 
 
 
Referências Bibliográficas:
ALMANAQUE ABRIL 2005. ano 31. São Paulo: Editora Abril, 2005.
CAIRNS, Earle E. O Cristianismo através dos séculos. 2. ed. São Paulo: Vida Nova, 1988.
FREYRE, Gilberto. Casa Grande e Senzala. 2. ed. Rio de Janeiro: Schimidt, 1936.

domingo, 12 de dezembro de 2010

O legado de um cristão relutante: C S Lewis e As Crônicas de Nárnia.

Em 1929, um homem de 31 anos de idade, que havia sido soldado no 1ª Guerra Mundial servindo ao exército britânico, deixava de ser ateu e se convertia ao Cristianismo, seu nome era Clive Staples Lewis e em suas próprias palavras "o mais deprimido e relutante converso de toda Inglaterra". Esse homem passou a ser conhecido pela história como C S Lewis e esse relutante cristão deixou como legado uma das mais impressionantes obra da literatura universal: As crônicas de Nárnia. Nessas crônicas reunidas em sete livros, ele conta sobre um mundo paralelo, quando a Física Quântica ainda nem imaginava a possibilidade de Universos Paralelos, chamado Nárnia. Nesse mundo paralelo existem, de fato, seres que só existem na imaginação humana, faunos, dríades, minotauros, centauros, animais falantes, anões, gigantes, cavalos alados. E nesse mundo paralelo se repete uma história de redenção tal e qual existiu nesse mundo: um ser divino teve que se sacrificar para salvar o mundo dominado por uma força maligna. Esse ser divino é um leão falante que se chama ASLAM.
Aslam nada mais é do que a representação do Cristo, que nasceu de uma virgem chamada Maria, na cidade de Belém, durante a dominação romana da Judeia, no reinado de César Augusto. Este a quem deram o nome de Jesus cresceu como um carpinteiro, aos 30 anos se tornou um rabi, juntou 12 discípulos, pregou e ensinou durante 3 anos, foi preso, morto e sepultado, mas (a história não acaba aí) ressuscitou e designou aos seus discípulos remanescentes a tarefa de anunciar uma boa nova: DEUS veio ao mundo para resgatar a humanidade. Aslam faz em Nárnia o que Cristo fez na Terra. Esse cristão relutante foi impactado pela mensagem das boas novas a de que esse Universo natural foi irrompido pela realidade supranatural e resolveu expressar esse acontecimento de maneira fabulosa (relativo a fábula).
Enquanto escrevo essas linhas é o mês de dezembro de 2010, mês da comemoração do Natal (a data do nascimento de Cristo) e juntamente com essa data é lançado o 3º filme das Crônicas de Nárnia, A Viagem do Peregrino da Alvorada.
Como os seus escritos foram profundamente impactantes em minha vida, resolvi deixar aqui a minha contribuição a este legado, dando aos leitores de C S Lewis a oportunidade de conhecer a fonte de inspiração para a criação de Nárnia: um bosque nas cercanias de Oxford, próximo a The Kilns (a antiga residência de C S Lewis).  Esse bosque foi transformado na C.S. Lewis Nature Reserve (Reseva Natural de C.S. Lewis).
 




(clique na imagem para ampliar)
THE KILNS (Os Fornos). Lar onde C S Lewis viveu em Oxford e onde veio a falecer em 1963.





Essa é a C S Lewis Natural Reserve, reserva natural de C S Lewis, situada em Oxford.




Lagoa no C.S. Lewis Nature Reserve. Lewis costumava passar bastante tempo aqui. 




Clareira na C.S. Lewis Nature Reserve, uma área arborizada encantadora que esteve na propriedade de Lewis e foi a parte da inspiração de Nárnia.



Se você quiser saber mais e melhor acesse o site: http://www.sacred-destinations.com/england/oxford-c-s-lewis.htm. A página está em inglês, mais nada que um bom tradutor na Internet não possa resolver. Nessa página você encontrará não somente detalhes da C.S. Lewis Nature Reserve, como também da vida de C S Lewis e de outros lugares por onde ele passou e viveu em Oxford.

FELIZ NATAL PARA TODOS!

ou dizendo em outras palavras:

FELIZ CELEBRAÇÃO DO NASCIMENTO DE CRISTO!


quarta-feira, 27 de outubro de 2010

O Divórcio entre a ciência e a religião.


Eraldo Luis Pagani Gasparini*



O objetivo deste trabalho é analisar a separação ocorrida entre a ciência e a religião no ocidente. Através de uma analise bibliográfica tendo Rubem Alves como referencial teórico, pode se observar uma ruptura entre a ciência e a religião. No alvorecer da ciência moderna, a mesma esteve ligada a religião até o final do século XVII na Europa. Contudo um processo de separação começou a ocorrer gradativamente a partir do final do século XV com o Renascimento e que se efetivou no século XVIII com o movimento iluminista.
Se analisarmos os textos dos cientistas dos séculos XVI e XVII, como Isaac Newton, Johannes Kepler ou Blaise Pascal, observaremos a relação intrínseca entre a ciência e a religião, a fé e a razão. Lemos de Isaac Newton em sua obra Óptica, essa exposição sobre o átomo: “Parece provável para mim que Deus no começo formou a matéria em partículas movíveis, impenetráveis, duras, volumosas, sólidas (...) nenhum poder comum sendo capaz de dividir o que Deus, ele próprio, fez na primeira criação”. Isaac Newton, o pai da Física Clássica, ao descrever o átomo descreve-o como uma criação de Deus e seu envolvimento com a teologia é tão intenso que extrapola numa de suas principais obras científicas Philosophiae Naturalis Principia Mathematica:

Este magnífico sistema do sol, planetas e cometas poderia somente proceder do conselho e domínio de um Ser inteligente e poderoso. E, se as estrela fixas são os centros de outros sistemas similares, estes, sendo formados pelo mesmo conselho sábio, devem estar todos sujeitos ao domínio de Alguém... Esse Ser governa todas as coisas, não como a alma do mundo, mas como Senhor de tudo; e por causa de seu domínio costuma-se chamá-lo Senhor Deus Pantokrátor, ou Soberano Universal.
Johanes Kepler, um dos pais da astronomia moderna, vai escrever o seguinte no início de sua obra Harmonias dos Mundos: “Estou livre para me entregar a loucura sagrada, estou livre para importunar os mortais com a confissão franca de que estou roubando os vasos de ouro dos egípcios, para construir com eles um templo para meu Deus, longe da terra do Egito”. Blaise Pascal, físico, matemático e filósofo francês, tem como sua obra principal, “Pensamentos”, uma obra teológica, onde está escrito o seguinte: “Jesus Cristo é o objeto de tudo e o centro para onde tudo converge. Quem o conhece, conhece a razão de todas as coisas”. O próprio Nicolau Copérnico, muito citado pela sua Teoria Heliocêntrica, foi cônego na Catedral de Frauenberg. Estes exemplos acima citados são somente alguns que ilustram a ligação entre ciência e a religião no passado.
Por que, então, essa comoção ao se tratar da relação entre ciência e religião, fé e razão? Será que religião, em especial a cristã, e ciências são incompatíveis, antagônicas e que a primeira leva ao atravancamento da última?
Uma das cenas que vem exaustivamente a nossas mentes é a do cientista italiano Galileu Galilei, idoso, adoentado, sendo conduzido com o auxílio de terceiros ao Tribunal da Santa Inquisição em Roma para se retratar de suas idéias hereges contestadoras da fé e da autoridade da Igreja Católica. Cena esta constantemente relembrada nos meios midiáticos. Junto com a cena vem um raciocínio de como a religião atravanca não somente o desenvolvimento cientifico, mas também a evolução do gênero humano. Como surgiu essa relação de animosidade entre ciência e religião?

Para compreendermos esta animosidade é necessário entendermos o que surgia no horizonte histórico daquele momento que era a queda do modelo feudal e a ascensão do capitalismo. Precisamos entender o surgimento do capitalismo em sua faceta mais distinta, a racionalização dos meios de produção e para isto temos que recorrer a Max Weber e a sua analise.

Max Weber em sua obra “A ética protestante e o espírito do capitalismo” mostra que para a ascensão do capitalismo foi necessário que houvesse uma racionalização nos meios de produção, racionalização esta produto da ética protestante. Esta racionalização não foi somente dos meios de produção, mas da vida. Max Weber em outra obra escreverá que o surgimento e o desenvolvimento do capitalismo aconteceu por meio “da empresa permanente e racional, da contabilidade racional e do direito racional. A tudo isso se deve ainda adicionar a ideologia racional, a racionalização da vida, a ética racional da economia”. O capital para gerar lucro não deve ser tratado de maneira irresponsável, não deve ser usado para satisfazer aos desejos e prazeres do seu possuidor, deve haver todo um cuidado, um zelo administrativo isento de paixão, uma aplicação técnica e racional para obtenção do lucro. Em síntese para que haja capitalismo é necessária a racionalização da vida em todas as suas instâncias. Isso pode ser claramente observado na doutrina e postura dos protestantes dos séculos XVI e XVII. Por essa racionalização da vida ser mais presente entre os protestantes o número de cientista entre eles era maior, Weber constatou uma maior tendência a formação técnica entre os protestantes do que entre os católicos. Entre os cientistas adotados como exemplo, somente Blaise Pascal era católico, mas até mesmo ele tem uma postura típica protestante por ser jansenista, pois o jansenismo seria uma espécie de calvinismo católico. Tanto a teologia dos protestantes calvinistas como dos jansenistas tinha sua base em Santo Agostinho. Max Weber escreveu que seu ensaio mostrava que o racionalismo ascético herdado da ética protestante havia invadido as relações sociais, mas que “depois teria de ser analisado em relação ao desenvolvimento do empirismo filosófico e científico”.

Rubem Alves em um opúsculo intitulado “O que é Religião” procura fazer uma síntese das idéias teóricas mais correntes sobre o que é religião a partir de Durkheim, Karl Marx, Ludwig Feuerbach, Freud. E ele aponta alguns caminhos interessantes no capítulo sobre o título “O exílio do sagrado”. Até por volta do século XVI, havia uma proeminência da religião sobre a sociedade européia, ela permeava todos os níveis da sociedade, quer da classe mais alta a mais baixa, quer na política, economia, ciência ou comércio. O sagrado esta por toda à parte no sino anunciando o alvorecer ou à tarde na ave-maria, no calendário marcando as festas dos dias santos, no trabalho com a terra, no brasão dos nobres. Os seus símbolos estão espalhados por toda a parte, na choupana do camponês, na casa do citadino, no castelo do nobre, no hábito dos monges e das freiras, nos adornos da donzela e da matrona, dos barões, duques e príncipes ou na coroa dos imperadores. O sagrado a tudo permeia e invade até mesmo os recantos da Universidade. A Teologia é a maestrina que rege todos os conhecimentos e sem ela nada se produz, é um período na Europa em que a visão das pessoas está centrada em Deus e seu Verbo.

Conhecer alguma coisa era saber a que fim ela se destinava. E os filósofos se entregavam à investigação dos sinais que, de alguma forma, pudessem indicar o sentido de cada uma e de todas as coisas. E é assim que um homem como Kepler dedica toda a sua vida ao estudo da astronomia na firme convicção de que Deus não havia colocado os planetas no céu por acaso. Deus era um grande músico-geômetra, e as regularidades matemáticas dos movimentos dos astros podiam ser decifradas de sorte a revelar a melodia que Ele fazia os planetas cantarem em coro, no firmamento, para o êxtase dos homens.

Todos os aspectos da sociedade européia eram ordenados pela religião, “aconteceu, entretanto, que aos poucos, mas de forma constante, progressiva, crescente, os homens começaram a fazer coisas não previstas no receituário religioso”. Uma nova ordem estava surgindo não mais baseada na terra, feudal, mas baseada nos bens, no dinheiro, no capital. Promovida, por uma classe que almejava sair de seu status intermediário e alcançar o topo, a burguesia. E como novo ordenador da sociedade não mais a religião, a fé, mas a ciência, a razão:

Em oposição aos cidadãos do mundo sagrado, que haviam criado símbolos que permitissem compreender a realidade como um drama e visualizar seu lugar dentro de sua trama, à nova classe interessavam atividades como produzir, comercializar, racionalizar o trabalho, viajar para descobrir novos mercados, obter lucros, criar riquezas... Sua intenção era produzir, de forma racional, o crescimento da riqueza. Isso exigia o estabelecimento de um aparato de investigação que produzisse os resultados de que se tinha necessidade. E que instrumento mais livre de pressupostos irracionais religiosos, mais universal, mais transparente pode existir que a matemática? Linguagem totalmente vazia de mistérios, totalmente dominada pela razão.

Dentro do mesmo processo, no século XVIII, floresceu um movimento filosófico chamado de Iluminismo, que buscava a separação entre ciência e religião. Esse movimento intelectual tinha como fundamentos a crença inabalável na razão e a idéia de que o progresso humano poderia ser ilimitado, desde que o mesmo, se libertasse das tolices, ignorância, supertições e o misticismo. Para o físico brasileiro Marcelo Gleiser isso foi essencial para a ciência:

O papel da religião em ciência transformou-se profundamente, de ator a uma memória “proibida”, quase que embaraçosa.
Será que essa separação entre ciência e religião é realmente necessária? Sem dúvida. Ela serve como proteção contra o subjetivismo na prática científica, garantindo que a ciência continuará a ser uma linguagem universal numa comunidade extremamente diversificada. O discurso científico é, e deve ser, livre de qualquer conotação teológica.
A partir de então a religião e a fé foram banidas da ciência. Esta posição foi demonstrada através de um dos seguidores do iluminismo, o físico e astrônomo francês Pierre Simon (1749-1827), o marques De Laplace, em diálogo com o Imperador Napoleão ao término da apresentação de sua teoria científica:

“Napoleão: Monsier Laplace, por que o Criador não foi mencionado em seu livro Mecânica Celeste?
Laplace: Sua Excelência, eu não preciso dessa hipótese”.
Assim de maneira constante e progressiva a divisão entre ciência e religião foi efetuada. Como atestou Rubem Alves, atualmente não há mais lugar nas ciências para cientistas como Kepler:

A ciência e a tecnologia avançaram triunfalmente, construindo um mundo em que Deus não era necessário como hipótese de trabalho. Uma das marcas do saber científico é seu rigoroso ateísmo metodológico: um biólogo não invoca maus espíritos para explicar epidemias; nem um economista, os poderes do inferno para dar contas da inflação, da mesma forma que a astronomia moderna, distante de Kepler, não busca ouvir harmonias musicais divinas nas regularidades matemáticas dos astros.
Uma aliança entre o capitalismo e a ciência foi se formando. O sistema capitalista tem a sua manutenção através do corpo de especialistas formados pelas ciências, são eles que procuram concertar as suas falhas, fazem a gestão de suas crises, criam novos mercados, inventam novos produtos. Antes da ascensão do capitalismo e, por conseguinte da ciência, era a religião quem dava sentido ao mundo, quem ordenava a sociedade. Essa animosidade aponta para uma disputa de poder entre a antiga forma de ordenação da sociedade, a religião, e a atual forma, a ciência. Os maiores embates dessa disputa se deu contra a Igreja Católica Apostólica Romana, a instituição que durante aproximadamente mil anos foi detentora do monopólio da fé e, conseqüentemente, da sociedade.
Provavelmente, de todas as instituições pertencentes ao mundo feudal, nenhuma atraiu tanto o ódio dos autores do século XVIII quanto a Igreja Católica. Não somente a filosofia tornou-se materialista para atingir o coração da religião, como romances foram escritos com o propósito de criticar a Igreja e a religião.
A maneira como seus autores olharam a Igreja tem a sua explicação. Ela tem suas raízes no combate que então se tratava contra a feudalidade. Para se atingir a sociedade feudal era preciso atacar o seu baluarte, a Igreja, instituição por excelência do mundo feudal. Partindo desses pressupostos, o papel que a Igreja desempenhara na história teria que ser considerado, pois, de maneira negativa.
A Igreja Católica durante o período medieval ordenava até mesmo o que comer e quando comer (durante o período da quaresma só podia se comer carne de peixe), quando trabalhar (o calendário católico era cheio de festas religiosas e dias santos que deviam ser observados sem trabalho), a divisão do trabalho (oratore, belatore, laboratore) , o que era verdadeiro ou não. Aos contestadores da Igreja Católica Apostólica Romana havia o Tribunal da Santa Inquisição, destinado a interrogar, com a torturar se necessário, julgar e aplicar a pena aos incontinentes. Entre as penas estavam o exílio, chibatadas, perda de bens e imóveis, restrição de ofícios e a morte, que podia ser por estrangulamento ou a fogueira. Afinal contestar a Igreja Católica Apostólica Romana era, não somente contestar a representante de Deus na Terra, mas também subverter a ordem vigente.
Desta maneira um embate começou e que continua a ser travado entre uma velha ordem embasada na fé e na religião e uma nova ordem embasada na razão e na ciência. Essa comoção ao se tratar da relação entre ciência e religião, fé e razão, este antagonismo entre partes que andaram juntas é fruto dessa demanda que teve seu ápice no século XVIII com o movimento iluminista.
As sociedades humanas precisam de ordem para sobreviver e nesse aspecto ciência e religião são iguais como atesta Rubem Alves:

Sei que isto parece contrariar todos os chavões acerca dos cientistas, que eles só trabalham com fatos, que só levam em consideração aquilo que pode ser visto, tocado e medido, em oposição às pessoas do senso comum que acreditam em coisas que não podem ser vistas. O que estou dizendo coloca os cientistas muito próximos aos religiosos e místicos:
“Nós olhamos não para as coisas que são vistas, mas para as coisas que não são vistas. Porque as coisas que são vistas são transitórias, mas as coisas que não são vistas são eternas” (Ap. Paulo, 2Cor. 4.18).
“O místico crê num Deus desconhecido. O pensador e o cientista crêem numa ordem desconhecida. É difícil dizer qual deles sobrepuja o outro em sua devoção não racional” (L. L. Whyte, cit. por A. Koestler. The Act of Creation. p. 260).
Não, não estou dizendo que religião é ciência nem que ciência é religião. Estou, ao contrário, sugerindo que em ambos os casos os indivíduos estão em busca de ordem e que todos eles, independentemente de convicções pessoais, concordam em que a ordem é invisível.

Tanto a ciência, como a religião, buscam a ordem do sistema ao qual os seres humanos estão inseridos. Mas a grande questão não debatida e não divulgada, pelo menos ao público comum, é quem é que dá as ordens?
Para aqueles que estão no meio acadêmico e já passaram da graduação isso está claro, a ordem burguesa estabelecida pelo capitalismo tem suas bases na ciência. É a ciência que dá ordem a sociedade atual. Atualmente é a ciência que diz o que se deve ou não comer (alimentos ricos em carboidratos devem ser ingeridos moderadamente e nada de comer gordura trans), quando trabalhar, a divisão do trabalho, o que é verdadeiro ou não.
E a ciência agora, controladora da ordem, reproduz o que ela tanto combatia na religião:

[...] agora, aos fatores psicológicos de ordem individual que Hume indicou, acrescentamos os fatores sociais e institucionais. Porque hábitos, costumes, expectativas, crenças, não existem no fundo do indivíduo, mas são sustentados pelo tênue fio da conversação que circula dentro de qualquer comunidade. Compreendemos mais, que a ciência, por participar do destino de todas e quaisquer instituições sociais, sofre também das mesmas enfermidades, o que é muito mau, mas contém também os mesmos impulsos vitais, o que é muito bom. Em nenhum lugar encontramos a inteligência pura, o que indica que ainda estamos vivos. Mas isto nos leva, ao final de nossa investigação sobre a ciência, a um ponto de exclamação ético. Porque descobrimos uma ciência, em virtude do seu “nascimento em pecado”, viciada pelas mesmas obsessões inquisitoriais que ela denunciou nas organizações eclesiástica.
Quando, na década de 80 do século XX, Rubem Alves escreveu o livro Filosofia da Ciência, de onde foi tirada a citação acima, contradizer a ciência era contradizer a ordem vigente, ser lançado ao ostracismo intelectual, receber a alcunha de “irracional”, receber a “censura acadêmica” por não escrever de acordo com os “cânones” metodológicos e teóricos. Agora, afinal contestar a Ciência é, não somente subverter a ordem vigente, mas também contestar a representante de Deus na Terra.
Claro, se Deus existisse para a Ciência, pois “todas as ciências, sem exceção, são obrigadas a um rigoroso ateísmo metodológico: demônios e deuses não podem ser invocados para explicar coisa alguma. Tudo se passa, no jogo da ciência, como se Deus não existisse...”.
O divórcio entre a ciência e a religião vai surgir no momento em que surge uma nova ordem na sociedade, uma ordem burguesa e capitalista que precisa da liberdade, liberdade para lucrar, para comprar, vender, fazer empréstimos sem intervenções ou proibições. Questões morais atrapalham os negócios. Com a ascensão da burguesia ao poder na Europa e no mundo ocidental em si, a sociedade passou a ser ordenada por um novo paradigma baseado na ciência e na razão. Na atualidade a ciência é a responsável para explicar a realidade, solucionar as crises do sistema e manter o mesmo funcionando. É desta disputa de poderes que proporcionou a separação de ambas e que faz com que haja, ainda hoje, atritos e embates entre a ciência e a religião, a razão e a fé.


* Especialista em História das Religiões pela Universidade Estadual de Maringá.


REFERÊNCIAS:
NEWTON, Isaac. Óptica In: COLEÇÃO OS PENSADORES: NEWTON. São Paulo: Nova Cultural, 1996, p. 295-296.
NEWTON, Isaac. Op. Cit. p. 256.
KLEPER apud HAWKING, Stephen. Os gênios da ciência: sobre os ombros de gigantes. Rio de Janeiro: Elsevier, 2005, p. 114.
PASCAL, Blaise. Pensamentos In: COLEÇÃO OS PENSADORES: PASCAL. São Paulo: Nova Cultural, 1999, p. 178.
WEBER, Max. Origem do capitalismo moderno. In: COLEÇÃO OS PENSADORES: MAX WEBER. São Paulo: Abril Cultural, 1980, p. 169.
WEBER, Max. A ética protestante e o espírito do capitalismo. São Paulo: Martin Claret, 2004, p. 39.
WEBER, Max. Op. Cit. p. 136.
ALVES, Rubem. O que é Religião. 9. ed. São Paulo: Vozes, 2008, p. 42-43.
ALVES, Rubem. Op. Cit. p. 44.
Ibidem p. 45, 47.
GLEISER, Marcelo. A dança do Universo: dos mitos de Criação ao Big Bang. 2. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2000, p. 193.
GLEISER, Marcelo. Op. Cit. p. 197.
ALVES, Rubem, Op. Cit. p. 9-10.
OLIVEIRA, Terezinha. In: Apontamentos, edição nº 77, Maringá: EDUEM, janeiro de 1999, p. 2-3.
Oratore: os que oram. Belatore: os que guerreiam. Laboratore: os que trabalham.
ALVES, Rubem. FILOSOFIA DA CIÊNCIA. Introdução ao jogo e suas regras. São Paulo: Brasiliense, 1981, p. 31.
ALVES, Rubem. Op. Cit. p. 172.
ALVES, Rubem. O que é Religião. 9. ed. São Paulo: Vozes, 2008, p. 116.